AGILIDADE

Helicóptero que era de uso do governador agora dá mais rapidez ao serviço de transplante de órgãos

“Se não fosse a família do doador e a sensibilidade do Governo, talvez hoje eu não estivesse aqui para contar essa história”, diz, emocionada, Kelly Cristina Dias, 48 anos, a paciente que recebeu o primeiro órgão transportado pelo helicóptero que antes era de uso exclusivo do chefe do Executivo.

Quatro anos de insuficiência cardíaca congestiva, três cirurgias, várias internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de Curitiba e Joinville, além de muito medo e dúvida após o diagnóstico de que somente um transplante salvaria a sua vida. Depois de nove meses no aguardo de um novo coração, a espera chegou ao fim, no dia 8 de fevereiro.  

“A agilidade no transporte foi fundamental. Em meia hora após a liberação do coração para voar, ele estava no meu peito”, relembra a ex-técnica em enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), profissão que teve de deixar por causa da doença.

“Eu estava há quatro anos esperando para viver. Eu tenho um neto pequenininho. Não pude nem acompanhar o parto da minha filha porque estava internada. Agora estou aqui com ele no colo”, conta.

O procedimento de Kelly foi feito no Hospital Santa Isabel, em Blumenau. Em 51 dias à disposição para salvar vidas, até o dia 31 de março, o helicóptero modelo Esquilo, com capacidade para quatro pessoas, sobrevoou o Estado para levar, além de órgãos, equipes de captação e pacientes. Durante o período, a aeronave foi acionada seis vezes para roteiros que incluíram Florianópolis, Blumenau, Mafra, Jaraguá do Sul, Brusque, Chapecó e Caçador.

O número de doadores no Estado teve um incremento nos últimos anos, de acordo com a SC Transplantes. De 27,2 pessoas em cada um milhão em 2013, o total de doadores subiu para 40,9 em 2018.

Destravar processos e dar agilidade a trâmites internos, refletindo no tempo de resposta à população faz parte desta gestão. Como consequência, mais satisfação para quem precisa dos serviços do Governo do Estado.

Outras ações que conferem mais agilidade aos serviços oferecidos pelo Estado

  • Em menos de dois meses de gestão, foi finalizado o processo licitatório de supervisão das obras de recuperação das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos e assinada a ordem de serviço para início das obras – processo que estava em andamento há quase três anos.
  • Antecipando-se à desativação das Agências de Desenvolvimento Regional (ADR), a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) realizou capacitação presencial sobre repasses e prestações de contas para representantes de todas as 217 instituições especializadas conveniadas. Foram realizadas duas edições: uma em Florianópolis para cerca de 400 pessoas e outra em Chapecó para cerca de 200 representantes das instituições do Oeste. Com o fim das ADRs, a gestão dos convênios com as instituições conveniadas, como Apaes, passa a ser feita diretamente pela Fundação, que ficará responsável pelo repasse das verbas, fiscalização e controle das prestações de contas.
  • O Laboratório Móvel do Instituto do Meio Ambiente (IMA), é uma iniciativa inédita no Brasil, que permite coletar e analisar imediatamente amostras, verificando por onde a água passa e onde recebe a influência poluidora. O veículo percorre, especialmente, Unidades de Conservação para pesquisar e analisar a água destes locais, da nascente à foz. O Laboratório vai realizar análises bacteriológicas para a determinação de contaminação por agentes de origem fecal e análises físicas tais como temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade, pH, cor, transparência e sólidos sedimentáveis.
  • Na nova estrutura do Badesc, o número de diretorias foi reduzido para três, e as decisões anteriormente tomadas pelo diretor de Desenvolvimento de Negócios, cargo extinto, passam a ser da Diretoria Colegiada, que atua em sala compartilhada, agilizando e dinamizando as decisões. Com o trabalho realizado em conjunto no mesmo ambiente, o contrato das secretárias foi reduzido pela metade e apenas um assessor, dos três existentes, permanece na função.
  • Ainda no início do ano, a Fesporte concluiu todo o calendário esportivo, contribuindo para que os municípios parceiros possam se organizar de forma antecipada para os eventos da Fundação.
  • Entre janeiro e o início de abril de 2019, a PGE ajuizou cerca de R$ 567 milhões em execuções fiscais, mais que o dobro do valor ajuizado no mesmo período do ano passado, quando foram R$ 264,1 milhões. Ao longo de 2018, a PGE ajuizou, no total, R$ 1,68 bilhão em execuções fiscais. O total ajuizado nos primeiros 100 dias de Governo corresponde a 33% deste montante. No mesmo período, a PGE protestou quase 5.300 certidões de dívidas ativas em um valor total de R$ 223,6 milhões. Somadas as execuções fiscais e as certidões protestadas, o valor chega a quase R$ 800 milhões em recursos que podem entrar no caixa do Estado.